Trabalho desenvolvido por: Pablo Cabadas (pcabadas@uol.com.br)
e Marenilton Andrade (mare490@hotmail.com)





Estudo do Software Livre
Assuntos tratados nessa página
1.Conceito de Software Livre 2.Licenças de Software 3.A comunidade do Software Livre
4.Projeto "Software Livre Bahia" 5.O governo brasileiro e os SL 6.Links e Curiosidades
7.Bibliografia deste Trabalho 8.Resenha do filme "Piratas do Vale do Silício"






Conceito de Software Livre

O que é software livre?
Software Livre, ou Free Software, conforme a definição de software livre criada pela Free Software Foundation, é o software que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem restrição. A forma usual de um software ser distribuído livremente é sendo acompanhado por uma licença de software livre (como a GPL ou a BSD), e com a disponibilização do seu código-fonte.

Software Livre é diferente de software em domínio público
O primeiro, quando utilizado em combinação com licenças típicas (como as licenças GPL e BSD), garante os direitos autorais do programador/organização. O segundo caso acontece quando o autor do software renuncia à propriedade do programa (e todos os direitos associados) e este se torna bem comum.

Software Livre se refere a existência simultânea de quatro tipos de liberdade para os usuários do software, definidas pela Free Software Foundation. Veja abaixo uma explicação sobre as 4 liberdades, baseada no texto em português da Definição de Software Livre publicada pela FSF:
As 4 liberdades básicas associadas ao software livre são:

• A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)
• A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
• A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).
• A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Um programa é software livre se os usuários têm todas essas liberdades. Portanto, você deve ser livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão, uma vez que esteja de posse do programa.

Você deve também ter a liberdade de fazer modifcações e usá-las privativamente no seu trabalho ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se você publicar as modificações, você não deve ser obrigado a avisar a ninguém em particular, ou de nenhum modo em especial.

A liberdade de utilizar um programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário comunicar ao desenvolvedor ou a qualquer outra entidade em especial.

A liberdade de redistribuir cópias deve incluir formas binárias ou executáveis do programa, assim como o código-fonte, tanto para as versões originais quanto para as modificadas. De modo que a liberdade de fazer modificações, e de publicar versões aperfeiçoadas, tenha algum significado, deve-se ter acesso ao código-fonte do programa. Portanto, acesso ao código-fonte é uma condição necessária ao software livre.

Para que essas liberdades sejam reais, elas tem que ser irrevogáveis desde que você não faça nada errado; caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, mesmo que você não tenha dado motivo, o software não é livre.





Licenças de Software

Para falar sobre Software Livre é indispensável que comecemos falando em Direitos Autorais e Copyright, uma expressão criada pelos estadunidenses com o objetivo de dar exclusividade de edição de materiais de imprensa escrita aos seus detentores.

Dessa forma, autores que possuíssem o Copyright de suas obras poderiam designar quem poderia, e como poderia, copiar e distribuir cópias de seus livros, artigos ou revistas. Entretanto, como não é necessário ser autor da obra para deter o seu Copyright, não podemos dizer que direito autoral é igual a Copyright.

No paradigma do Software Livre, o autor do software resguarda seus direitos de criador, mantendo livres o uso e o conhecimento do software para quem deles precisar através da redação adequada de um copy-right. O que se efetiva como uma subversão. Exatamente dessa subversão do sentido do copyright para proibir que haja restrições, em vez de restringir o uso, vem o termo Copyleft. Um trocadilho com a palavra em inglês (deixe copiar, ao invés de direito de cópia), mas que não tem significação legal.


O que é copyleft?

Copyleft é uma extensão das 4 liberdades básicas, e ocorre na forma de uma obrigação. Segundo o site da Free Software Foundation, “O copyleft diz que qualquer um que distribui o software, com ou sem modificações, tem que passar adiante a liberdade de copiar e modificar novamente o programa. O copyleft garante que todos os usuários têm liberdade.” - ou seja: se você recebeu um software com uma licença livre que inclua cláusulas de copyleft, e se optar por redistribui-lo (modificado ou não), terá que mantê-lo com a mesma licença com que o recebeu.

Nem todas as licenças de software livre incluem a característica de copyleft. A licença GNU GPL (adotada pelo kernel Linux) é o maior exemplo de uma licença copyleft. Outras licenças livres, como a licença BSD ou a licença ASL (Apache Software License) não incluem a característica de copyleft.



Símbolo do Copyleft.






A comunidade do Software Livre

A Comunidade Software Livre Mundial hoje envolve mais de dez milhões de pessoas. Seu alicerce encontra-se na Free Software Foundation, proposta por Richard Stallman, que ao resolver rebelar-se contra o fato de não se poder alterar o código de um software proprietário, buscou expandir a prática que considera ideal para o desenvolvimento de um produto tecnológico: a de que diferentes programadores podem ler o código, alterar, modificar, acrescentar, resolver problemas, propor outras soluções e até mesmo novas funções para um determinado programa.

A comunidade é muitas vezes considerada como somente composta por hackers, devido ao fato de seus participantes possuírem um grande conhecimento tecnológico, mas pessoas das mais diferentes áreas e interesses (Direito, Comunicação, Administração) passaram a contribuir para com os Movimentos Software Livre, devido a seus ideais libertários e lógica diferenciada de produção.

No Brasil há vários Movimentos Software Livres como o PSL-BA, o PSL-RS, o PSL-MG, que constituem o Movimento Software Livre Brasil e, por sua vez, o Movimento Software Livre Mundial.





Projeto "Software Livre Bahia"

O Projeto "Software Livre Bahia" (PSL-BA) é uma articulação, aberta a todos, em constante movimento que busca, através da força cooperativa, disseminar na esfera estadual os ideais de liberdade difundidos pela Fundação Software Livre (FSL).

Contribuindo com a Ciência, Tecnologia e Cultura, que são bases fundamentais reconhecidas para o desenvolvimento social atrelado ao desenvolvimento econômico, o PSL-BA empreende ações de discussão, difusão e efetivação da liberdade da informação e do conhecimento, almejando a conscientização e constante evolução de toda a sociedade.

O PSL-BA é formado pela articulação de indivíduos que atuam em instituições públicas e privadas, empresas, governos ou ONG's, e demais setores da sociedade, e ao mesmo tempo é independente de qualquer entidade ou estrutura individual, não havendo nenhum tipo de hierarquia formal.





O governo brasileiro e os SL

Alguns especialistas em software dizem que ser gratuito não é fundamental. Esta afirmação tem ganhado força com o avanço da plataforma Linux, o sistema operacional de código aberto mais popular do mundo. Apesar de não ser pago, os produtores ganham com assistência técnica e atualizações em empresas.

O defensores do software livre afirmam que seu uso é questão de liberdade de expressão. Para eles, não se pode pensar em liberdade de informação se os programas são fechados e o usuário não pode adaptá-lo a qualquer uso e distribui-lo aos outros.

Porém, toda pessoa que fizer alterações deve permitir que outros utilizem a nova versão do programa e modifiquem-na também. Já os favoráveis ao software fechado acreditam que o código aberto destrói os direitos intelectuais pela criação de um produto.

Apesar das discussões ideológicas, existe uma grande questão: é possível utilizar softwares livres em casa e no ambiente de trabalho sem perder eficiência e qualidade? Para o governo brasileiro, a resposta é "sim".

Lula é partidário de programas de código aberto e seu Ministério da Ciência e Tecnologia desenvolve um projeto de computadores populares que utilizam softwares livres. A principal razão de adotá-los é o baixo custo, economizando enormes quantias em licenças de softwares.

Outra justificativas é de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia no país, uma vez que estes programas exigem técnicos para adequá-los aos sistemas e corrigir falhas. A maior segurança dos softwares livres é mais um motivo para sua adoção. Por serem menos utilizados, também são menos visados por hackers, vírus e programas maliciosos.

Quem não vê com bons olhos esta posição do governo brasileiro é a Microsoft, maior produtora mundial de softwares. Ela vê que os custos com manutenção das máquinas com software livre tornam estes programas mais caros que os de código fechado.

Outro ponto contrário é o incentivo à pirataria. Para a empresa de Bill Gates, se o usuário for obrigado a comprar uma máquina mais barata com programas de código aberto, a pessoa tenderá a adquirir o Windows pirata, por achar mais confiável e fácil de usar.





Links e Curiosidades

Nesta página estão presentes alguns links que possuem maiores informações e curiosidades sobre os Softwares Livres.

  • Projeto Software Livre Brasil = www.softwarelivre.org

  • Projeto GNU = www.gnu.org/home.pt.html

  • Tabela de Softwares equivalentes entre Windows e Linux = www.linuxshop.ru/linuxbegin/win-lin-soft-en

  • Projeto Software Livre Bahia = www.psl-ba.softwarelivre.org






    Bibliografia deste Trabalho

    Foram utilizadas na elaboração deste trabalho as seguintes fontes:
    • Cartilha de Software Livre - Segunsa Edição - Abril de 2005
    • CAMPOS, Augusto. O que é software livre. BR-Linux. Florianópolis, março de 2006. Disponível em http://br-linux.org/linux/faq-softwarelivre. Consultado em 20 de junho de 2008.
    • Site: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/04/12/materia.2007-04-12.9341377382/view
    • Google Imagens
    • Abril.com





      Resenha do filme "Piratas do Vale Silício"

      O filme conta a história de duas pessoas que podem ser consideradas as pessoas que mais batalharam em prol do desenvolvimento tecnológico e do crescimento da informática em si. Bill Gates na Microsoft e Steve Jobs na Aplle. Duas das maiores empresas do ramo de informática, que no seu inicio brigavam por algo em comum, um sistema operacional de interface simples e fácil de manusear. A diferença entre os pensamentos é que Jobs montava seus computadores com seu sistema operacional incluído, e montava um sistema fechado onde somente os PC’s da Apple pudessem utilizar o sistema, a Apple começou com a linha de computadores como o Aplle I, até chegar aos na época considerados os melhores, os Macintosh ou Mac, que foram os supercomputadores lançados por Jobs e sua equipe, nesse tempo foram lançados alguns computadores que não deram muito resultado como Aplle III e o Lisa, mas foi com o Aplle II que a Aplle conseguiu subir no mercado e se transformar a maior empresa de montagem de computadores no mundo. Dando assim suporte e dinheiro para o desenvolvimento do Macintosh.



      Enquanto Isso Gates na Microsoft apostou num mercado que na época era pouco disputado e que muitos não levavam muito em consideração que era o mercado de software, a Microsoft investiu nos softwares, o primeiro Sistema montado pela a Microsoft foi o MS-DOS, que era um sistema bruto, acessado pelo teclado, logo após montou a chamada família Windows, que era um sistema operacional mais fácil de manusear e com interface gráfica, a diferença é que a Microsoft distribui seu sistema para varias empresas montadoras de computadores e lançando também softwares específicos para seu sistema operacional. Softwares simples utilitários para facilitar o dia a dia das empresas.